FIN DEL MUNDO – PATAGÔNIA ARGENTINA

BARDA PINOT NOIR

A Patagônia ficou conhecida como o fim do mundo, pois está localizada no extremo sul da América Latina na Argentina e para se ter uma ideia da distância ela está localizada a 450 km da cidade de San Carlos de Bariloche, mais precisamente no paralelo 39.

Inverno rigoroso e verão muito quente e seco faz o clima ser perfeito para a maturação das uvas. Aqui se encontra o clima perfeito com uma amplitude térmica de aproximadamente 20º C entre o dia e a noite.

Um lugar onde se faz sol 300 dias no ano, onde as chuvas são escassas a produção de vinhos só são possíveis graças a irrigação das águas preciosas dos rios Neuquén e Limay, que formam o Rio Negro e formam um verdadeiro oásis.

Podemos dividir a Patagônia Argentina e dois, de um lado Neuquén e de outro Rio Negro.

EMVINHOS - BODEGAS DEL FIN DEL MUNDO - PINOT NOIR

  • NEUQUÉN

Neuquén que significa “rio ventoso” na língua da tribo Mapuche, teve suas videiras plantadas recentemente, a cidade era muito dependente da atividade petrolífera, com pouca diversidade de receitas. Com a abertura de novos empreendimentos, no caso a Bodega Del Fin Del Mundo que foi a pioneira na transformação das terras em vinhedos, chegou também NQN, Família Schroeder entre outras, mostraram muito sucesso. Seus vinhos têm sido apreciados não só pelo povo argentino, mas mundo a fora.

A Pinot Noir e a Merlot são as que merecem atenção para as uvas tintas e a Semillon pelo que pude provar até o momento, foi a que mais me agradou.

  • RIO NEGRO

Rio Negro tem uma história mais longa em comparação com Neuquén, o pioneiro a chegar nestas bandas foi Humberto Canale no final do século XIX. Trabalharam ativamente na colonização do lugar. A região chegou a ter 400 vinícolas, onde a maior produção era para vinhos de garrafão. Este cenário vem mudando um pouco com instalações de bodegas boutiques, como Noemia, Chacra, Del Rio Elorza, se misturando as já tradicionais.

Aqui também podemos encontrar bons exemplares de Pinot Noir, Merlot e até mesmo um excelente Malbec, porém diferente daqueles encontrados em Mendonza, outro polo vitivinícola na Argentina e também bons vinhos produzidos com a uva Sauvignon Blanc e a Riesling.

EDSON MAURICIO PULENTA STATE

Outros bons vinhos encontrados nestas regiões são os feitos com a uva Tannat e a Cabernet Franc, bem como alguns espumantes.

 

Frase: “ASSIM COMO O MÚSICO TOCA A COMPOSIÇÃO DE OUTRO, EU FAÇO O VINHO COM O QUE A NATUREZ PROPORCIONA”. – PHILIPPE PACALET, PRODUTOR DE VINHOS.

 

By Edson Mauricio

Saúde!

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em emvinhos.wordpress

VALLE DE COLCHAGUA – CHILE

VIÑA SANTA CRUZ - SILMARA MAURICIO

Em nossa última visita ao Chile conhecemos a VI região, conhecida como “Valle de Colchagua”, onde estão situadas várias vinícolas.

O Valle de Colchagua adquiriu importância mundial para a qualidade indiscutível dos seus vinhos, onde a revista Wine Enthusiast outorgou-a com o prêmio “Wine Region Wine Star of the Year Award 2005”, consagrando-o como a melhor região de vinhos do mundo naquele ano.

Saímos bem cedo de Santiago rumo ao Valle, o destino já estava programado para conhecermos duas vinícolas, aliás, vinícolas completamente distintas, a conhecida de nós brasileiros, a “Mont Gras”, uma união dos norte-americanos e os chilenos para implementar um novo conceito no Vale e a “Santa Cruz” que ainda está desenvolvendo o seu projeto, onde a parte turística é mais presente.

A viagem de Santiago ao Valle dura em média duas horas de carro, com estrada perfeita, plana e com um visual belíssimo da Cordilheira dos Andes de um lado e Cordilheira da Costa que nos acompanhou até chegarmos ao nosso destino. Você pode optar por fazer este trajeto saindo de Santiago usando o recurso do trem.

SALA DE FERMENTAÇÃO

  • CLIMA

Em uma área de aproximadamente 900.000 há, podemos encontrar vários microclimas, solos, espaços como várias planícies, porém também várias encostas, muito favoráveis para a plantação da vinha.

  • UVAS

Temos várias vinícolas instaladas na região que hoje é uma das melhores para a produção de vinhos, de lá saem Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Carmenère e Malbec. Este último inclusive já foi matéria em nosso Blog.

  • AS VISITAS

As visitas nas vinícolas podem ser guiadas, com visitas aos vinhedos, instalações, sala de barricas e uma degustação de vinhos. Existe também vinícolas preparadas para transformar o seu dia e um evento. Dispõe de passeios a cavalo, bicicletas, moto e com possibilidade de harmonizar tudo isso com um belo almoço regado a muito vinho.

Há outras atrações na cidade, como um museu que conta toda a trajetória de povos que viveram na região e como foi o início dos trabalhos com as vinhas.

Chegando ao Valle de Colchagua você não pode perder o passeio pela “Ruta del vino de Colchagua”. Um trem com quatro vagões de primeira classe conservados em estilo clássico, onde você pode acompanhar toda a beleza do Valle e ainda parar para visitar as principais vinícolas chilenas e claro com degustações de vinhos.

EDSON MAURICIO  MONTGRAS CHILE

Frase: “MEU MAIOR PRAZER É VER UMA GARRAFA DE MEU VINHO VAZIA NA MESA DE UM RESTAURANTE” – JOSÉ MANUEL ORTEGA FOURNIER – PROPRIETÁRIO DA VINICOLA CHILENA O.FOURNIER.

 

By Edson Mauricio

Saúde!

Deixe um comentário

Arquivado em emvinhos.wordpress

CUNA DE PIEDRA CHARDONNAY – 1º CRIANZA DO URUGUAY

COLONIA DE SACRAMENTO Colônia de Sacramento – Uruguay

Algumas sensações são guardadas para o resto da vida e com este vinho não foi diferente. Primeiro que nossa expectativa não era lá tão grande, dado que já havíamos conhecido boa parte das mais conhecidas bodegas uruguaias em Canelones, mas como um bom enófilo que busca informações e cada vez mais vai em busca de algo novo, resolvemos seguir para conhecer a Bodega Los Cerros de San Juan em Colônia, da qual já falamos aqui no blog.

Não tenho dúvidas de que as referências dos vinhos uruguaios são para os belíssimos Tannat. Muitas vezes nos esquecemos que o Uruguai apesar de pequeno territorialmente é uma fonte grande quando falamos em vinhos.

Em nossa visita conhecemos a bodega e logo fomos apresentados a vários vinhos feitos na região e Colônia. Logo de entrada me chega este vinho se mostrando deliciosamente na taça, achei que era somente eu que havia percebido toda a sua exuberância e partimos para mais alguns goles, desta vez um rosê de Pinot Noir e depois um saborosíssimo Colheita Tardia de Gewürztraminer, não me contive com os aromas do Chardonnay e busquei saber um pouco mais sobre este vinho.

cuna de piedra reserva roble 2013

CUNA DE PIEDRA RESERVA ROBLE – CHARDONNAY 2013 – URUGUAY

O Cuna de Piedra permanece sobre as suas borras de 8 a 9 meses em barricas de carvalho francês e americano, mas você poderia pensar que este vinho ficaria muito marcado pelo tempo de barrica, mas por incrível que se possa parecer, temos um vinho cheio de aromas, refinado, com muito equilíbrio, mostra baunilha, frutas cítricas, frescor e com muita persistência. Sentimos aqui a mão do enólogo.

As uvas que dão origem a este vinho crescem em solos pedregoso, adormecem em cavas subterrâneas que oferecem todas as condições de temperaturas e umidade para a estadia prolongada em madeira e garrafa.

Estamos falando do primeiro vinho branco “crianza” do Uruguai.

Nossa curiosidade foi intensa neste vinho que fomos até a sala de barricas para sentir um pouco do lugar que estavam abrigando uma série de preciosidade para a safra seguinte. Tivemos a sorte de abrir uma barrica para sentir o aroma produzido de um vinho que ainda não estava pronto, mas que já demonstrava o que viria pela frente.

Uma pena que este vinho não tem sua importação para o Brasil, isso fará com que terei que ir ao Uruguai com maior frequência.

CUNA - ROSÊ E COSECHA TARDIA

LAHUSEN ROSÊ PINOT NOIR 2014 – CUNA DE PIEDRA CHARDONNAY 2013 – CUNA DE PIEDRA COSECHA TARDIA GEWÜRZTRAMINER 2013

VINHO DEGUSTADO:

  • Cuna de Piedra Reseva Roble – Chardonnay 2013
  • Local: Los Cerros de San Juan – Colônia

Frase: “NA ÁGUA, PODE-SE VER SEU PRÓPRIO ROSTO. NO VINHO, PODE-SE CONTEMPLAR O CORAÇÃO DO OUTRO”. – PROVÉRBIO FRANCÊS.

Saúde

By Edson Mauricio

2 Comentários

Arquivado em emvinhos.wordpress

MARQUES DE CASA Y CONCHA, UM ÍCONE CHILENO

DSC01348Ir a primeira vez no Chile, é certeza de que você irá visitar a maior Vinícola do hemisfério sul, estamos falando aqui da grandiosa Concha Y Toro, que tem vinhedos espalhados por diversos lugares, fazem vinhos para todos os gostos e tem uma presença mundial com os seus excelentes vinhos.

A Concha y Toro fica muito próximo de Santiago e tem uma estrutura magnífica, você pode conhecer a casa do marques, passear pelos vinhedos, conhecer a sala de barricas, conhecer a história do Casillero del Diablo e por aí vai.

Mas hoje quero falar de um vinho ícone e que representa muito bem a marca, com sua consistência e padrão de qualidade proporcionado pela Concha Y Toro, estamos falando do vinho Marques de Casa Y Concha. Um vinho de excelente padrão, que fica logo atrás (em escala/preço) do grande vinho da casa que é o Don Melchor.

DEGUSTACAO MARQUES CASA CONCHA CABERNET SAUVIGNON

A D.O. Puente Alto é uma região importante no Chile que fica no Valle del Maipo, onde a Cabernet Sauvignon se expressa de maneira magnífica. O vinho Marques de Casa Concha foi criado em honras ao título que o Rei Felipe V de Espanha deu a família Concha Y Toro em 1718.

Um Cabernet Sauvignon elaborado com uvas selecionadas, colhidas aos pés da Cordilheira do Andes, envelhecido em barricas de carvalho francês por quatorze meses, dando a ele um toque de baunilha e café. Com boa estrutura, mas com um paladar muito agradável, de um vermelho intenso, aromas de cerejas, compota de frutas vermelhas, um vinho clássico.

Fazer uma degustação de Marques de Casa Concha na própria vinícola é fantástico. Fica a dica se você estiver de passagem pelo Chile e quiser conhecer um pouco mais dos vinhos chilenos e ainda um vinho que representa todo o legado da família Concha Y Toro. Inclua no seu pacote a degustação deste maravilhoso vinho.

DSC01341

FRASE: “A sabedoria não vem automaticamente com a idade. Nada vem – exceto rugas. É verdade, alguns vinhos melhoram com o tempo, mas apenas se as uvas eram boas em primeiro lugar” – Abigail Van Buren – Americana – Colunista e apresentadora de rádio.

Saúde!

By: Edson Mauricio

Deixe um comentário

Arquivado em emvinhos.wordpress

APRENDENDO A LER UM RÓTULO DE VINHO

Almaviva

Quando estamos diante de uma garrafa de vinho admiramos um rótulo bonito, bem estilizado e logo nos apaixonamos, mas será que olhamos para ela somente e não temos a ideia do que aquela garrafa nos proporcionará.

O rótulo em garrafa de vinho não contém simplesmente um desenho mostrando uma paisagem bonita, um retrato de família ou um pássaro eventualmente, deve trazer também as informações necessárias para que você tenha conhecimento do vinho que irá beber ou oferecer a seus amigos.

No rótulo é possível extrair várias informações, como: nome do vinho, tipo, graduação alcóolica, uva, safra, tempo de guarda e etc., além é claro de buscar entender também o desenho que nos traz.

IMG_5790

No contrarrótulo também extraímos várias informações, como: sugestão de serviço, acompanhamento, tempo em que passou em madeira, vinhedos e etc.

Agora porque é importante fazermos a leitura de um vinho? Um dos itens importantíssimo desta tarefa é a verificação da safra, pois é através dela que você identificará se estamos diante de um vinho muito antigo ou se estamos diante de um vinho que acabou de ser lançado (Jovem), qual o tipo de uva (Tinto ou Branco) Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e etc. Isso normalmente para vinhos do chamado Novo Mundo, pois os vinhos do Velho Mundo (Europeus) normalmente não trazem esta indicação no rótulo, demonstram sim a marca e ou sua procedência.

Você já reparou quando um Garçom ou Sommelier lhe mostra a garrafa antes de executar o serviço? Ele está pedindo para que você confirme o vinho que irá tomar, então é importante que fique atento as informações na carta de vinho e depois confirme o vinho antes do serviço. Não esqueça, pois boa parte das informações do vinho estão no rótulo, como: safra, tipo de uva, nome do vinho e etc.

Daqui por diante você já sabe, ler o rótulo é muito importante e tenha bons goles

 

FRASE: “ A COMPANHIA ERRADA PODE AVINAGRAR O MELHOR DOS VINHOS” – AUTOR ANÔNIMO.

 

By: Edson Mauricio

 

Saúde!

Deixe um comentário

Arquivado em emvinhos.wordpress

BODEGA BOUZA – URUGUAY

PRÉDIO CENTENÁRIO BODEGA BOUZA - URUGUAY

PRÉDIO CENTENÁRIO BODEGA BOUZA – URUGUAY

Visitar o Uruguai foi encantador, suas planícies, rios, oceano e vinhas. O melhor ainda foi termos escolhido a Bodega Bouza em nosso primeiro dia de visitação, que a própria se intitula de “Boutique”, e você vai entender porque.

A chegada em um domingo no meio da tarde em Montevidéu é um pouco diferente, pois as ruas estão vazias, comércio fechado e poucas opções para o turista, mas já sabíamos disso e aproveitamos para andar pelo centro da cidade, visitar alguns pontos turísticos, almoçarmos no Mercado Municipal e claro, fechar a nossa reserva para o dia seguinte, uma segunda feira para conhecermos com a Bodega “Boutique” Bouza.

Com aproximadamente 20 minutos do hotel onde estávamos hospedados chegamos a Bodega e logo saímos para conhecermos um pouco da estrutura e aí começamos a entender o cuidado com que os uruguaios estão tratando o enoturismo. Fomos atendidos pelo “Sommelier” da casa, que já embalava um bom português.

MARCAÇÃO DE VINHEDO PREMIUM - PARCELA A6 TANNAT

MARCAÇÃO DE VINHEDO PREMIUM – PARCELA A6 TANNAT

Os vinhos referenciados não poderiam ser outro que não os feitos com a uva Tannat, de origem francesa, mas que se adaptou muito bem no sul da América Latina em específico em terras uruguaias.

Tudo é tratado com muito carinho, desde as videiras como a estrutura física do local, preservação, tudo muito bem cuidado e uma coleção de carros antigos em exposição para os que visitam o lugar está disponível.

Fizemos a nossa reserva com almoço incluso e “acertamos na veia”, pois o local é belíssimo, muito refinado e tratamento VIP. O que me chamou mais a atenção e que aprovei, foi a forma como conduziram a degustação, pois normalmente estamos acostumados a uma explanação geral para o grupo que fez a reserva para aquele dia, porém na Bouza a condução foi realizada mesa por mesa, a cada prato servido um vinho para degustar e uma explanação sobre cada um.

Os pratos chegaram divinamente perfeitos, no ponto certo e os vinhos também harmonizaram muito bem. Nossos pedidos ficaram por conta da picanha uruguaia, que estava muito boa, mas ainda prefiro o corte mais alto a que estamos acostumados aqui no Brasil, mas a picanha de cordeiro com um creme de abóbora e amêndoas foi fantástica! Sem palavras para descrever o gosto deste prato, fica a dica, se tiverem oportunidade, prove!

A Bodega também dispõe para os visitantes uma área de delicatessen, onde você pode adquirir os vinhos e também produtos, como roupas, chapéus dentre outros.

Como você está muito próximo da cidade de Montevidéu, o interessante é você aproveitar ao máximo do lugar, vá de carro e sem hora marcada para voltar, vale cada minuto o passeio.

PICANHA DE CORDEIRO - URUGUAY

PICANHA DE CORDEIRO – URUGUAY

VINHOS QUE FIZERAM PARTE DE NOSSA DEGUSTAÇÃO

  • BOUZA CHARDONNAY 2014 – Vinho de uma cor amarelo vibrante, bom ataque no aroma, mostrou frescor e intensidade. Muito bom para um acompanhamento de salada verde ou mesmo para apreciá-lo sozinho.
  • BOUZA MERLOT 2013 – Vinho de cor vermelho rubi, límpido, com aromas de frutos vermelhos, na boca mostrou-se sedoso, ótimo vinho para o dia a dia.
  • BOUZA MONTE VIDE EU 2012 – Corte de Merlot, Tannat e Tempranillo – Vinho de cor vermelho rubi intenso, brilhante, límpido, logo mostrou seu potencial aromático com aromas de frutos negros, um pouco de tabaco, café, ou seja, muita complexidade. Vinho elegante e com boa estrutura, mostrou todo seu equilíbrio. Ótimo vinho!
  • BOUZA TANNAT B1 PARCELA ÚNICA 2013 – Vinho de cor vermelho escuro, frutos vermelhos e negros, mostrou algo de frutos em compota, muito intenso na boca, chega a dar aquele calor, muita complexidade e muito equilibrado. Vinho que tem 15,5% de graduação alcóolica, portanto aqui o acompanhamento é muito importante.Para saber mais sobre a vinícola basta acessar ao site www.bodegabouza.com e descobrir como a Bouza faz para manter toda a sua tradição viva. A combinação da modernidade/tecnologia com o delicado tratamento dado a vinha.
VINHOS DEGUSTADOS EM VISITA A BODEGA BOUZA - URUGUAY

VINHOS DEGUSTADOS EM VISITA A BODEGA BOUZA – URUGUAY

Já virou uma tradição no a Festa do Tannat e do Cordeiro e geralmente no mês de junho as Bodegas estão preparadas para atender a demanda.

Obs.: “Acertamos na veia” = termo popular para dizer que acertamos, algo positivo, que deu certo.

HARMONIZAÇÃO NA BODEGA BOUZA - URUGUAY

HARMONIZAÇÃO NA BODEGA BOUZA – URUGUAY

Frase: “SE ME PERGUNTAM QUAL MEU VINHO PREFERIDO, DIGO QUE NÃO TENHO. A BELEZA DO VINHO É A DIVERSIDADE”. – RENZO COTARELLA, ENÓLOGO CHEFE DA MARCHESI ANTINORI.

Saude!

By Edson Mauricio

Deixe um comentário

Arquivado em emvinhos.wordpress

PERIQUITA – ALÉM DE UVA, UMA MARCA

PERIQUITA BRANCO 2013 - JOSÉ MARIA DA FONSECA - PORTUGAL

PERIQUITA BRANCO 2013 – JOSÉ MARIA DA FONSECA – PORTUGAL

Um dos vinhos mais vendidos no Brasil o Periquita, além de uma marca fabulosa e para espanto de muitos também é o nome de uma uva em Portugal. O que poucos sabem é que a uva de nome engraçado Periquita também recebe outro nome e que atualmente é mais difundida, trata-se da Castelão.

Estamos falando aqui de um vinho com mais de 150 anos de história, vinho que teve nas mãos de José Maria da Fonseca quando este chegava em Lisboa por volta de 1820. Ele tinha uma atração muito grande pelas terras do sul do Tejo, chegando até a Vila Nogueira de Azeitão, uma pequena aldeia localizada na Península de Setúbal, a sul de Lisboa.

Buscando ampliar seus negócios, José Maria da Fonseca adquire em meados de 1846 a Cova da Periquita e planta as uvas Castelão (Periquita) e acaba que esta uva começa a se propagar e ter grande reconhecimento de vários produtores, passando a ser chamado no Azeitão como o vinho da Periquita.

O vinho teve a sua primeira colheita quatro anos mais tarde, em 1850 e teve todo o cuidado na mão do produtor, pois o seu rótulo foi produzido em Paris (França), as rolhas também eram selecionadas, somente as melhores engarrafavam o Periquita.

No Brasil a chegada do vinho deu-se em meados dos anos de 1930, o que causou uma revolução em sua produção, pois a aceitação do vinho em terras brasileiras foi algo marcante, fazendo com que a partir desta data todos os anos houvesse a colheita para a produção do Periquita.

PERIQUITA BRANCO & TINTO - PORTUGAL

PERIQUITA BRANCO & TINTO – PORTUGAL

Desde 2005 o Brasil passou a receber o vinho Periquita Branco, que já havia estreado em solo Sueco, mas a versão brasileira precisou de uma adaptação para o nosso paladar, ganhou um pouco de Moscatel, tirando um pouco a acidez e deixando-o mais doce.

Outro vinho da linha Periquita é a versão “clássico”, vinho mais robusto e complexo, vinho da linha Premium, produzido somente em anos de qualidade excepcional. Vinho que pode ser guardado tranquilamente por alguns anos.

O vinho Periquita ao longo dos anos tem alterado a formula do sucesso e dado espaço a outras castas além da Castelão, como a Aragonez, Trincadeira e Monvedro.

Os vinhedos do Periquita estão localizados em Palmela, região próxima a Lisboa. O coração desta região costeira é a Península de Setúbal, do outro lado das pontes do rio Tejo. É um local vibrante para os habitantes de Lisboa que saem ao fim de semana. Podem curtir no verão as bonitas praias do oceano atlântico ou os campos de golfe. Para os viajantes que forem a Portugal não deixem de apreciar estas maravilhas, também não esquecer de provar o maravilhoso queijo do Azeitão produzido com leite de ovelhas.

Referências:

Frase: “SONHEI O VINHO E FUI ATRÁS DE SUA REALIZAÇÃO” – JOSÉ MARIA SOARES FRANCO, ENÓLOGO E PRODUTOR PORTUGUÊS.

By: Edson Mauricio

Saúde!

Deixe um comentário

Arquivado em emvinhos.wordpress