ROUTHIER & DARRICARRÈRE

Olhando o nome despretensiosamente no rótulo da garrafa você não imagina que se trata de um vinho brasileiro, mas é isso mesmo! Este vinho vem da região da Campanha Gaúcha, vizinha a outra região importante no cenário do mundo do vinho, que é o Uruguay e de onde vieram os irmãos Darricarrère.

Tudo tem início ainda na década de 70 quando os irmãos franceses Pierre e Jean Daniel saem do Uruguay e partem para o Brasil para estudarem. Trazem na bagagem todo o conhecimento familiar no cultivo de uvas e produção de vinhos.

Inicialmente a ideia era de cultivo de frutas cítricas e acabam tendo o apoio do canadense Michel Routhier que se junta ao projeto e também estava de olho na qualidade das bergamotas que eram produzidas no Sul e muito valorizadas no Canadá.

Viram que havia uma grande possibilidade de se iniciar um projeto com uva finas e iniciam o projeto plantando 6 hectares de Cabernet Sauvignon e Chardonnay.

Nasce então a ROUTHIER & DARRICARRÈRE, vinícola posicionada na região da Campanha Gaúcha, na província de São Pedro

Sua produção é pequena atualmente e seu destaque maior vai para a qualidade com que prepararam cada vinho. Tudo pensado de forma a lhe dar maior prazer quando degustar ou mesmo estiver acompanhando um prato elaborado.

Os irmãos Darricarrère tiveram a oportunidade de conhecer boa parte do litoral brasileiro com uma Kombi, que acabou sendo homenageada na linha de seus vinhos ReD.

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Tive a oportunidade provar dois de seus vinhos:

 

  • Marie Gabi Rosé 2014:

Um rosé cheio de mistérios, pois só conhecemos 80% da composição do vinho feito com a Cabernet Sauvignon e os outros restantes não são declaradas. Mas é um vinho cheio de carácter, de cor cobre, leve, seco e com bom ataque aromático, trazendo algo floral nos aromas.

  • Cabernet Sauvignon Salamanca do Jarau 2012:

Vinho de cor rubi com reflexos alaranjados, mostrando evolução. Aromas de ameixa, levemente sentirá a presença do carvalho, mas tudo muito integrado, sedoso e taninos equilibrados. Vinho que passou por um ano em barricas velhas de carvalho e com 12% de graduação alcoólica. São utilizadas apenas as leveduras presentes na casca da uva para a fermentação do vinho.

O nome do vinho traz uma lenda gaúcha que conta o amor vivido entre Teiniaguá (princesa moura encantada, personagem do conto do escritor pelotense Simões Lopes Neto) que surge das águas e um sacristão. Eles são os pais de todos os gaúchos.

 

FRASE: “BEBER UM BOM VINHO É COMO UM BOM FILME: DURA UM INSTANTE E DEIXA A BOCA UM SABOR DE GLÓRIA; É NOVO EM CADA GOLE E, COMO NOS FILMES, NASCE E RENASCE EM CADA DEGUSTADOR”. (FREDERICO FELLINI)

Saúde

By edson mauricio

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